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TEMA: Extensão
e Assuntos Comunitários: como resgatar a importância e aprimorar
a sua gestão
A extensão
universitária, juntamente
com o ensino e a pesquisa, forma o tripé necessário para que se tenha, no Brasil, o direito de
proclamar-se universidade, com o prestígio e a autonomia que ela
desfruta a partir da própria Constituição Federal.
Embora definida como ação essencial de uma universidade,
é prevista para os centros universitários e será,
com toda a certeza, elemento considerado em processos de credenciamento
e recredenciamento de qualquer Instituição de Ensino Superior
(IES).
A extensão é atividade mais disseminada do que a pesquisa
de ponta no sistema de ensino superior e, por sua grande variedade e flexibilidade
de ações é, possivelmente, bem mais visível
como retorno social da universidade que a própria pesquisa, esta
muito mais de reconhecimento internacional do que regional. No setor particular,
a extensão e os assuntos comunitários têm sido implantados,
geralmente, com muitos e graves erros de origem, confundidos entre si
e entendidos como ações de caráter social que a IES
pratica para ajudar a comunidade onde se encontra, a partir de projetos
voluntaristas, paternalistas e, geralmente, originários da ação
de um professor, ou de um grupo de professores, sem planejamento institucional,
análise orçamentária, avaliação da
demanda, ou dos resultados.
Estas ações,
muitas vezes, são propostas por docentes que, tendo contrato de
tempo parcial, ou de tempo integral com a instituição, e
não realizando atividades que o justifiquem, criam projetos de
extensão e/ou assuntos comunitários dos quais a IES não
analisa o custo / benefício, já que precisa do regime de
dedicação por outros motivos legais.
Já nas universidades públicas, a extensão é,
geralmente, de responsabilidade das fundações, que contornam
os caminhos da burocracia pública, transformando-se em fonte de
renda para professores, ajudando a fixá-los na instituição,
mas fugindo, muitas vezes, do controle dos órgãos dirigentes,
pois não é discutida em seus conselhos e não faz
parte de um projeto institucional. Pelo grande potencial da extensão,
por sua importância, por sua qualidade de poder agregar às
ações de uma IES a experiência concreta de professores
e alunos, pela nova fonte de renda que pode significar, dividindo com
as mensalidades a responsabilidade pelas receitas institucionais. Muitas
questões têm sido levantadas, necessitando ser discutidas
com maior profundidade, tais como:
-
Por que
é tão difícil definir quais são e quais
não são atividades de extensão?
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Estágios,
atendimentos em clínicas, semanas acadêmicas, organização
de congressos são atividades típicas de extensão?
-
Quem decide
sobre a pertinência de um projeto de extensão?
-
Qualquer
docente pode ser extensionista?
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Como contratar,
remunerar e avaliar as atividades de extensão?
-
Pode-se
esperar retorno financeiro da extensão?
-
Quais
são as áreas mais promissoras da extensão?
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Quem paga
pela atividade social da extensão e dos assuntos comunitários?
-
A quem
estão voltadas as atividades comunitárias?
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Quem julga
a importância e decide a realização?
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Como aproveitar
os dados e as experiências da extensão e
assuntos comunitários para o ensino e a pesquisa?
-
Como analisar
os projetos e levantar custos dessas áreas?
-
Como integrar o Hospital Universitário ao projeto institucional e
transformá-lo em locus da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão?
-
Como controlar
e utilizar bem a Fundação como um instrumento operacional
eficaz da Instituição?
-
Quais
as perspectivas e a abrangência da Educação Continuada
e da Educação a Distância?
-
O que
se pode esperar, de fato, da cooperação com o setor produtivo,
na extensão e prestação de serviços?
-
É
possível, rapidamente, reorganizar a estrutura e o funcionamento
de atividades de extensão já em andamento?
-
Onde buscar
recursos para cumprir a missão das IES na produção
e disseminação da cultura?
-
Qual o
ganho que se pode esperar da extensão e assuntos comunitários
para a qualidade do aluno?
Objetivo
Apresentar o tema discutindo as conceituações, suas perspectivas
nas diferentes linhas de ação, suas associações
com a prestação de serviços, incluindo a saúde
e as atividades da própria graduação, as formas de
integrá-los ao planejamento institucional, como avaliá-los,
como orçar seus projetos e como examinar suas possibilidades de
captação, utilizando corretamente as fundações,
quando necessário, a partir da apresentação, também,
de casos reais.
Para mais informações, entre em contato conosco pelo telefone (11) 4796 2811,
ou envie uma mensagem loboea@loboeassociados.com.br
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